O Que é Depressão

A Depressão é uma das doenças psiquiátricas que ocorre com maior frequência. Estima-se que ocorra entre 3% e 11% da população mundial. No Brasil, s?o cerca de 17 milh?es de pessoas. As mulheres s?o as mais atingidas pela doença: estima-se que 25% delas tem Depressão em alguma fase da vida.

O Seu diagnóstico passa muitas vezes despercebido, muitas vezes por falta de conhecimento da Depressão como doença ou por estar atribuído a outras causas cotidianas (causas físicas, stress, etc.) Entretanto existem tratamentos que compensam seus sintomas durante as crises e ajudam a evitar reca?das na maioria dos portadores.

COMO SE MANIFESTA

A Depressão é um Transtorno do Humor que não deve ser confundido com sentimentos de tristeza comum em todos os seres humanos, geralmente em reação a acontecimentos da vida, que passam com o tempo e que, normalmente, não impedem a pessoa de ter uma vida normal.
Na Depressão, os sintomas tendem a persistir durante certo tempo e podem incluir, em vasos variáveis, os seguintes:

* Sentimentos de tristeza, vazio e aborrecimento;
* Sensações de irritabilidade, tensão ou agitação;
* Sensações de aflição, preocupação com tudo, receios infundados, insegurança e medos;
* Diminuição da energia, fadiga e lentidão;
* Perda de interesse e prazer nas atividades diárias;
* Perturbação do apetite, do sono, do desejo sexual e variações significativas do peso;
* Pessimismo e perda de esperança;
* Sentimentos de culpa, de auto-desvalorização e ruína, que podem atingir uma dimensão delirante;
* Alterações da concentração, memória e raciocínio;
* Sintomas físicos não devidos a outra doença (ex. dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crônica, mal-estar geral);
* Idéias de morte e tentativas de suicídio.

Diferenças

Estes sintomas interferem significativamente o rendimento no trabalho, a vida familiar e o dia-a-dia da pessoa, que sofre intensamente.
Há diferentes formas e graus de gravidade na Depressão.

Em alguns casos, geralmente graves, os sintomas podem surgir sem relação aparente com acontecimentos traumáticos da vida, sob a forma de crises que perduram por vários meses. Muitas vezes as crises repetem-se ao longo da vida.

Em outros casos, a intensidade dos sintomas é menor, os portadores vão conseguindo trabalhar, mas permanecem com a sensação de fadiga, tristeza, desinteresse e tensão, que se arrasta durante anos, com um grande desgaste.

Por vezes, a pessoa não se sente triste, manifestando-se, então, a Depressão por sintomas como a fadiga, dores várias, pressão no peito, insônia, perturbações gastroentestinais (náuseas, vômitos, diarréia, etc.), o que leva a pessoa a pensar que sofre de outra doença, dificultando o diagnóstico.

Algumas depressões aparecem inseridas no Transtorno Bipolar, no qual os portadores têm epis?dios depressivos, em alternância com períodos de excitação e euforia, fora do normal. Nas fases eufóricas, a auto-estima dos doentes está engrandecida e existe certa perda da noção da realidade, que pode levar a fazer gastos excessivos e a iniciar negócios fora do alcance de sua realidade financeira.

A Depressão é diagnosticada, considerando o todo da pessoa, no sentido físico, psicológico e social. Convém ter em mente que os sintomas depressivos podem fazer parte de outras doenças (ex. doença de Parkinson, doenças da tireóide, supra-renal e outras), resultar do uso de certas substâncias (álcool e outras drogas) e de alguns medicamentos (para a tensão arterial, hormonas e outros).

O médico deve investigar não só os acontecimentos traumáticos da vida do doente, mas inquirir também acerca dos medicamentos que este está tomando e da existência de outras doenças habitualmente associadas é Depressão.

CAUSAS DA DEPRESSÃO

 

Existe uma predisposição hereditária para alguns tipos de Depressão, embora não se conheçam ainda as formas precisas dessa transmissão. Sabe-se, por exemplo, que gêmeos de doentes com certas depressões, têm cerca de 70% a 80% de probabilidades de vir a ter a doença, mesmo que vivem num ambientes diferente.

Os conhecimentos atuais da ciência, permitem evidenciar a existência de alterações em algumas substâncias cerebrais (neurotransmissores), na Depressão.
Os acontecimentos traum?ticos da vida contribuem tamb?m para o aparecimento da Depressão. Problemas familiares, o stress diário, a morte de alguém próximo, as doenças, uma crise financeira, conflitos prolongados, podem funcionar como disparadores ou facilitadores de episódios depressivos.

O tipo de personalidade e o estilo do indivíduo para lidar com a vida, podem também correlacionar-se com uma maior predisposição para crises depressivas.

O QUE FAZER

Infelizmente, o Transtorno Depressivo, não sendo reconhecido pelo próprio portador, como doença, nem diagnosticada pelo m?dico, faz com que outros, incluindo a fam?lia desvalorizem o(a) portador como “fraco”, “incapaz”, “preguiçoso” e até “maluco”.

A imagem pessoal, a auto-estima, que já estáo diminuídas pela doença, agravam-se ainda mais, devido a essa injusta apreciação das dificuldades impostas pela Depressão. Críticas como a de que o doente não tem “força de vontade” e de que o que necessita é de se “distrair e não pensar tanto” ou que “é falta de religião”, nada resolvem, aumentando a culpa e os sentimentos negativos existentes.

A possibilidade do suicídio deve estar presente na mente de quem convive ou trabalha com estas pessoas, devendo uma consulta ao médico ser incentivada, de modo a que se possa iniciar um tratamento adequado, o que contribui decisivamente para diminuir este risco.

Existem atualmente vários meios para tratar as depressões, que incluem os antidepressivos, a psicoterapia e, em casos mais graves, a eletroconvulsoterapia (ECT). A escolha dos tratamentos é da competência do Médico Psiquiatra e depende do tipo e gravidade da Depressão, bem como da presença de outras doenças, que podem condicionar o uso de alguns medicamentos antidepressivos.

SABER SOBRE Depressão E RECONHECÊ-LA COMO doença é IMPORTANTE NUMA EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE, TANTO DA PESSOA, QUANTO DA FAMÍLIA, BEM COMO DA COMUNIDADE EM GERAL