Exame de sangue para detectar Transtorno Bipolar e Esquizofrenia

Exame foi desenvolvido pela Unicamp em parceria com a Unifesp. É uma expectativa para pacientes que ainda sofrem com ausência de diagnostico. Segundo pesquisadores, no Brasil, um paciente demora, em media, dez anos para ser diagnosticado com bipolaridade.

Após cinco anos sem tratamento adequado, convivendo com os fortes sintomas da doença, afinal um diagnostico: transtorno bipolar. O filho da psicóloga Neila Campos teve uma primeira crise quando foi estudar fora de casa, aos 19 anos, mas só cinco anos após é que ele soube o que tinha realmente.

O administrador Roberto passou pelo mesmo problema. O diagnostico dele atrasou em 20 anos. O choque dos transtornos afetivos na incapacitação e tão pesado como um câncer ou as doenças cardiovasculares. Em media, os pacientes perdem um terço de suas vidas, segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Diagnóstico Preciso

Uma das prioridades é alcançar um diagnóstico mais preciso dessas doenças. Da maneira como os diagnósticos são feitos hoje, a esquizofrenia atinge 1% da população mundial e o transtorno bipolar 2,5%, segundo dados da organização mundial de saúde. Atualmente, o diagnostico é feito pela avaliação dos pacientes, com entrevistas feitas em consultórios. Por motivo dessa subjetividade, segundo a psiquiatra e pesquisadora da Unifesp Elisa Brietzke, ainda há muito desacerto na distinção do tipo de transtorno.

O kit com o exame só deve ficar à disposição nos laboratórios em dez anos, e funcionaria como um acessório para o diagnostico e o controle da medicação, porque ajuda a acompanhar o efeito dos remédios. A pesquisadora Ljubica Tasic originária da Servia e há 12 anos dá aulas na Unicamp. Ela participa do trabalho e diz que o que falta e só ampliar a amostra de testes, com diferentes populações.

No globo todo há pesquisas em andamento para tentar entender, controlar e mapear os transtornos afetivos. Ate agora, o licenciamento do exame de sangue da Agencia Inova Unicamp, em união com a Unifesp, já foi oferecido para oito empresas farmacêuticas nacionais e internacionais, e os pesquisadores aguardam as respostas.